A Cirurgia Estética Orofacial foi reconhecida como especialidade odontológica pelo Conselho Federal de Odontologia. A regulamentação da atuação do cirurgião-dentista em procedimentos cirúrgicos da face acompanha esse reconhecimento e define limites, exigências de formação e escopo.
O reconhecimento formal importa por uma razão prática. Ele separa o que é exercício regular de especialidade do que é atuação sem habilitação, e dá ao paciente um critério objetivo de verificação em vez de depender apenas de impressão pessoal.
O que diferencia a Cirurgia Estética Orofacial

Estética e Função lado a lado!
A resposta mais curta é o plano de atuação. A especialidade opera estruturas profundas da face, incluindo osso, músculo, tecido de sustentação e planos onde correm ramos nervosos e vasos.
Isso a distancia de práticas que atuam apenas em superfície. Não por hierarquia de valor, e sim por natureza técnica. São campos com formação distinta, risco distinto e requisitos de estrutura distintos.
A base dessa especialidade é a Cirurgia Bucomaxilofacial, campo que historicamente cuida de trauma facial, reconstrução, deformidades e cirurgia ortognática. Quem se forma nessa área passa anos operando anatomia complexa da face em contexto reconstrutivo, e essa base é o que sustenta a atuação estética posterior.
Quem aprendeu a reconstruir uma face fraturada conhece essa anatomia de uma forma que nenhum curso de superfície ensina.
Procedimentos que a especialidade abrange
Quando entramos no assunto de cirurgias orofaciais, especialmente as que buscam melhorar função e estética, encontramos um campo enorme com diversas possibilidades que podem ou não serem aplicadas para vários casos de acordo com as necessidades e limitações do paciente.
Cirurgias de contorno e rejuvenescimento
Ritidoplastia, conhecida como lifting facial, com atuação em plano profundo. Lifting profundo de pescoço, platismoplastia e cervicoplastia. Blefaroplastia superior e inferior. Elevação de sobrancelha. Lipoaspiração e lipectomia facial e cervical. Lipoenxertia com gordura do próprio paciente.
Cirurgias estruturais
Próteses faciais de mento, malar e mandíbula, em polietileno poroso fixado ao osso. Cirurgia ortognática para reposicionamento de maxila e mandíbula. Remodelação óssea facial.
Cirurgias periorais e perilabiais
Lip lift, corner lift, queiloplastias e reconstruções labiais.
Cirurgias de correção e remoção
Remoção de PMMA, silicone e outros materiais permanentes, com reconstrução do contorno quando indicada. Correção de sequelas de procedimentos anteriores.
Veja um artigo completo onde abordo a remoção de PMMA e seus riscos para a saúde!
Trauma facial
Reconstrução de fraturas faciais, frequentemente com uso do mesmo acesso empregado em cirurgia estética, o que reduz a cicatriz aparente e melhora o resultado final.
Função e estética no mesmo procedimento
Um mal-entendido comum é tratar cirurgia facial como um campo puramente estético. Boa parte do que se opera tem indicação funcional associada.

Caso obtido com sucesso pela Dra. Priscilla Lima Bovo de Próteses fáciais, procedimento que melhora a estética, proporcionando mais autoestima para o paciente.
Blefaroplastia superior, por exemplo, frequentemente corrige comprometimento de campo visual causado por excesso de pele palpebral.
Cirurgia ortognática resolve alteração de mordida, sobrecarga de articulação e, em muitos casos, limitação respiratória. Cirurgias periorais podem corrigir deficiência de selamento labial.
Nesses casos o ganho estético existe, mas vem como consequência de uma correção funcional. A separação rígida entre estético e funcional não corresponde à prática clínica.
Como escolher um profissional para uma cirurgia orofacial?

Formação exigida
O caminho de formação para atuação séria nesse campo é longo.
Ele passa por graduação em Odontologia, residência ou especialização em Cirurgia Bucomaxilofacial, formação específica em Cirurgia Estética Orofacial e, idealmente, produção acadêmica que sustente a prática.
No meu caso, a formação começou na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP, seguiu com especialização em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialização em harmonização orofacial e Mestrado , também na USP.
São mais de vinte e cinco anos dedicados à formação para atuar em estruturas complexas da face.
Atuo também como professora de pós-graduação formando especialistas. Ensinar técnica cirúrgica exige um nível de domínio que a prática isolada não cobra, porque cada decisão precisa ser justificada diante de quem está aprendendo.
Como avaliar habilitação na prática?
Existem verificações objetivas que qualquer pessoa pode fazer antes de decidir.
- Confirmar registro ativo no conselho de classe e a especialidade declarada.
- Verificar onde os procedimentos são realizados e qual a estrutura do local.
- Perguntar se haverá anestesista presente durante todo o procedimento.
- Perguntar quantos casos semelhantes ao seu aquele profissional já conduziu.
- Perguntar quais são os riscos específicos do seu caso, e não os riscos genéricos do procedimento.
O profissional seguro do próprio trabalho responde a essas perguntas sem desconforto, porque já pensou nelas antes de o paciente perguntar.
O papel do planejamento
Nenhuma cirurgia facial séria começa sem análise individual. O planejamento envolve leitura dos terços faciais, avaliação de proporção, análise de projeção de mento, ângulo cervical, relação maxilomandibular e condição de tecido.

Utilizo simulação pré-operatória com o software Crisalix para que o paciente visualize o resultado projetado antes de qualquer decisão. A ferramenta não serve para prometer, serve para alinhar. Às vezes ela mostra que é possível mais do que a pessoa imaginava. Às vezes mostra menos, e nesse caso a conversa é mais difícil e mais necessária.
Ambiente cirúrgico
Todos os procedimentos que realizo acontecem no Hospital-Dia Vivant, com anestesista, equipe completa e centro cirúrgico. Em casos mais complexos, atuo também no Hospital São Lucas.

A cirurgia de face trabalha próxima a estruturas que não admitem improviso. A estrutura hospitalar existe para o imprevisto, e essa é exatamente a razão pela qual ela não pode ser tratada como detalhe opcional.
Dra. Priscilla Lima Bovo
Cirurgiã Bucomaxilofacial e Cirurgiã Estética Orofacial
Sócia Proprietária do Hospital-Dia Vivant
Graduação FORP-USP · Mestrado FMRP-USP · Professora de Pós-Graduação
CROSP 59224 · (16) 99742-1502
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